Calvície

A calvície acontece por uma combinação de hereditariedade e hormônios chamados andrógenos, sendo a testosterona e a dehidrotestosterona (DHT) os principais. A tendência para a calvície pode ser herdada geneticamente tanto do lado paterno quanto materno, e em geral se inicia após a puberdade.

Na região da raiz do pêlo encontra-se uma enzima chamada 5α redutase tipo 2, a qual é uma substância química responsável pela transformação da testosterona circulante no sangue em DHT. A DHT é 100 vezes mais potente que a testosterona e é ela que age nos receptores específicos dos folículos pilosos fazendo com que gradativamente os cabelos fiquem menores, mais finos, demorem mais pra nascer a cada ciclo de crescimento, até se perderem em definitivo.Portanto, pessoas que têm uma predisposição genética pra calvície apresentam nos cabelos de algumas regiões do couro cabeludo uma maior concentração de 5α redutase tipo 2 e/ou uma maior quantidade de receptor para a DHT.

Quanto maior for a tendência genética herdada, mais precoce e mais extensa tende a ser o quadro de calvície.
O quadro pode acometer homens e mulheres com diferentes padrões e gravidade.

Existem várias escalas que permitem classificar o grau da calvície. Estas escalas se aplicam à calvície masculina e feminina.

O criador da escala foi o Dr. James Hamilton, que em 1951 apresentou as conclusões de um estudo que visava investigar um grupo alargado de homens, mulheres e crianças. Com base nos resultados desta investigação, o especialista elaborou uma classificação do estado do couro cabeludo em diferentes graus. Alguns anos depois, já nos anos 70, o Dr. O’Tar Norwood completou o trabalho, incorporando algumas modificações no modelo original. Assim, por exemplo, acrescentou mais quatro graus aos que foram definidos por Hamilton.

A escala que é usada nos dias de hoje é o resultado da soma de ambos os trabalhos, pelo que é conhecida como escala de Norwood, de Norwood-Hamilton ou simplesmente, escala N (embora se utilize quase sempre a abreviatura escala NW), e aplica-se fundamentalmente para determinar o grau da calvície masculina na alopecia androgenética.

Segundo a escala Norwood-Hamilton, existem até sete graus ou níveis de calvície que vão desde a perda mínima de cabelo (tipo I) até ao grau mais grave (tipo VII).

Entre estes dois extremos vão ocorrendo diferentes tipos de calvície:

● as entradas nas zonas laterais da testa (tipo II);
● a que afeta as zonas mais posteriores do couro cabeludo (tipo III);
● uma fase mais acentuada, na qual apenas há cabelo na parte superior da cabeça (tipo IV);
● a fase em que as áreas da calvície aumentam a sua superfície (tipo V);
● por fim, o grau caracterizado pelo aparecimento de uma grande área calva, que cobre a área central da cabeça e que vai aumentando para ambos os lados e para a zona occipital (tipo VI).

A outra escala para determinar o grau da calvície, e que se aplica nos casos de alopecia feminina, é a de Savin. Foi criada na década dos anos 90 pelo Dr. Savin, especialista da Universidade de Yale, e ao contrário de outras classificações similares, mede, juntamente com o grau de calvície, o grau de enfraquecimento do cabelo.

A escala é baseada em nove imagens que permitem avaliar a progressão da queda de cabelo nas mulheres, estando previstos três tipos de calvície (I, II e II) nos quais a queda passa de mínima a evidente, e aos quais se segue uma fase designada por “avançada”, à qual chegam muito poucas mulheres e em que a zona afetada não tem praticamente nenhum cabelo. Também é incluída uma etapa frontal, uma variante na qual a queda de cabelo na testa é muito intensa.


Quer saber mais?

Ligue pra gente:

31 3274-4487 31 98478-6715

Ou preencha o formulário que entraremos em contato: