Calvície Masculina

(Alopecia Androgenética Masculina)

É a causa mais comum de queda de cabelos em homens, sendo estimado que cerca de 50 a 70% da população masculina desenvolverá algum grau de calvície até idade dos 70 anos. Pode se iniciar em qualquer idade, sendo mais comum após a puberdade.

Nos homens os cabelos geneticamente afetados pela DHT são em geral os das regiões frontal, superior e coroa (vértex). Em contrapartida, os cabelos das regiões laterais e nuca são permanentes pois não são afetados pela DHT.

 

Tratamento medicamentoso oral

Finasterida:

A finasterida é um medicamento específico que inibe a ação dos hormônios masculinos na raiz do cabelo. Especificamente, ela age bloqueando a enzima 5α redutase tipo 2 e portanto não ocorre a transformação da testosterona em DHT, etapa fundamental para o processo de calvície. O principal efeito do medicamento é diminuir a taxa habitual de queda de cabelos na calvície, sendo que esta eficiência é variável mas pode chegar a 90% de estabilização da queda. Aproximadamente 60 % dos pacientes após 2 anos de uso contínuo podem apresentar um aumento no volume dos cabelos. Ele foi aprovado em 1997 pela agência sanitária americana (FDA) para uso na alopecia androgenética masculina.

O medicamento deve ser usado de forma contínua e se interrompido seu uso, o processo de calvície se reinicia. O tratamento deve ser monitorado por um médico especialista já que requer controle periódico anual com exames de sangue, principalmente para avaliação da função hepática. Efeitos colaterais com o uso da finasterida são raros (cerca de 1% dos pacientes) e quando ocorrem são reversíveis com interrupção da medicação.

Podem ocorrer, entre outros:

Diminuição da libido, da quantidade do ejaculado e na contagem de espermatozóides.

Vale salientar que o medicamento é contra-indicado para uso em mulheres em idade fértil pois pode levar a má-formações em fetos.

Efeitos Colaterais da Finasterida:

Infelizmente nem tudo o que a mídia publica pode ser considerado fonte segura de informações.
Há interesses diversos por trás disto como campanhas de medicamentos concorrentes e grupos de advogados atrás de ações coletivas e milionárias contra a indústria farmacêutica, principalmente nos Estados Unidos.

Sabemos que na medicina estudos para serem considerados seguros e confiáveis tem de ser feitos com metodologia adequada e isenta de interesses alheios.
Neste caso, há estudo de milhares de pacientes com mais de 10 anos de seguimento em uso da finasterida atestando segurança da mesma. Estes estudos apresentam alta confiabilidade pois são multicêntricos , com uso de grupo placebo e duplo cegos. Estes estudo mostram que a finasterida é segura para uso a longo prazo e não apresenta efeitos colaterais permanentes . Estudos em pacientes abaixo de 40 anos de idade usando a medicação mostram que efeitos colaterais como diminuição de libido e da quantidade de ejaculado ocorrem em 1,8 % dos casos apenas.

Estes estudo mostram também que tais efeitos são reversíveis em até no máximo 3 meses após suspensão da medicação( a maioria resolve bem antes disto).Não há estudos mostrando a prevalência destes efeitos colaterais em pacientes maiores de 40 anos, mas como sabemos que a libido e potência sexual diminuem naturalmente com o envelhecimento, os observamos um pouco mais frequentemente nesta idade.

Os relatos de casos de que a finasterida tenha resultado em efeitos colaterais permanentes são de pacientes nos quais não se excluíram a possibilidade de que outras causas possíveis os tenham causado. Como sabemos, são varias as causas possíveis de impotência ou esterilidade, dentre elas doenças congênitas, metabólicas e problemas psicológicos. Vale lembrar que relatos de casos, principalmente publicados em redes sociais e mídia, não têm a significância estatística de estudos prospectivos bem conduzidos como os aqui citados anteriormente. Nestes, não se mostram efeitos colaterais permanentes pela finasterida.

Também há os que clamam que a finasterida pode causar infertilidade, o que não se comprova nos estudos prospectivos. Sabemos que há homens em idade fértil na população sadia que são inférteis desde o nascimento.O problema é que geralmente só se faz exames para fertilidade quando se tenta ter filhos por algum tempo e não consegue.

Então como afastar que estes casos não eram inférteis desde sempre?

Não há uma indicação formal para que se faça um espermograma prévio ao início do tratamento. Porém, para aqueles pacientes ansiosos com esta possibilidade, vale a pena realizá-lo antes de iniciar com a medicação.
Geralmente nos casos nos quais há alteração no espermograma pela finasterida, rapidamente após a parada da medicação ocorre melhora e reversão dos parâmetros alterados do espermograma.

Quanto ao risco de má formação fetal pelo uso da medicação é conhecido que este efeito somente se dá se a mulher ingerir ou manipular a medicação e engravidar. Não há problemas de má formação fetal caso um homem em uso da finasterida engravide uma mulher

Tratamento medicamentoso local

Minoxidil:

É um medicamento com efeito vasodilatador usado inicialmente para tratamento de hipertensão arterial. Desde o início de seu uso, se mostrou benéfico em relação ao tratamento da alopecia androgenética com o uso tópico, ao passo que seu uso oral para tratamento da hipertensão arterial foi suspenso devido a efeitos colaterais. Não se sabe ao certo o mecanismo de ação deste medicamento na calvície, mas ele parece ser mais eficaz em casos recentes e menos extensos do problema. Assim como outros tratamentos clínicos para a alopecia androgenética seu uso deve ser contínuo e deve-se esperar um mínimo de 3 meses de uso para qualquer avaliação de eficácia. O medicamento deve ser usado de forma contínua e se interrompido seu uso, o processo de calvície se reinicia. Ele é aprovado há quase 18 anos pela agência sanitária americana (FDA) para uso na concentração de 2% em mulheres e até 5% em homens. Espera-se com seu uso principalmente uma diminuição da queda e estabilização da calvície, que pode variar de 50 a 80 % em diferentes estudos. Aproximadamente 15 a 50% dos pacientes podem apresentar um aumento do volume dos cabelos, geralmente mínimo.

17 α estradiol:

É um medicamento mais recente no Brasil de uso local para calvície feminina e masculina. O medicamento é um composto sintético derivado de um hormônio feminino, porém não possui nenhum efeito hormonal. Ele age também como bloqueador da enzima 5α redutase tipo 2, impedindo portanto a transformação da Testosterona em DHT, etapa fundamental para o processo de calvície. Se comparada a finasterida é menos eficiente, porém pode ser usado em casos de contra-indicações a outras medicamentos. Tem como vantagem menor taxa de efeitos colaterais.

Produtos de Camuflagem:

Existem no mercado vários cremes de coloração, sprays e pós que criam um efeito de “aumentar”o diâmetro e volume dos fios por se aderirem neles. Não têm qualquer efeito para inibir ou estabilizar a queda dos cabelos e nem para fazer com que os mesmos voltem a nascer. Saem facilmente com o suor ou água e são uma opção para pacientes que tenham contra indicação ao transplante capilar ou uso de medicamentos específicos.

Perucas e entrelaçamentos:

Atualmente em desuso devido aos resultados naturais e imperceptíveis que se consegue atingir com o Microtransplante capilar atual bem realizado. As próteses podem ser uma opção em casos de alopecias generalizadas importantes em que os pacientes não tenham mais área doadora residual para realização do microtransplante capilar.

 


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