Técnica FUE

A técnica FUE, sigla em inglês derivada de folicular unit extraction , ou extração de unidades foliculares, é um avanço recente na área de restauração capilar. Conhecida como a ¨técnica sem corte¨.

A maior vantagem em relação à técnica convencional seria a de se evitar uma cicatriz linear causada pela remoção dos folículos na área doadora. Na técnica FUE, as unidades foliculares (UF) são removidas através de micro punches, que têm geralmente entre 0,75 a 0,9 mm de diâmetro.

Se bem realizada, a FUE permite que os pacientes possam utilizar cabelos bem curtos, sem a aparência de cicatrizes visíveis. Pelo fato de serem removidos apenas os folículos visualizados, uma vantagem adicional é que se evita a remoção de folículos na fase dormente, o que pode acontecer na técnica convencional. Também possibilita que consigamos escolher os tipos de unidades que queremos extrair, por exemplo, podemos extrai preferencialmente as unidades de 3 e 4 fios apenas, pois possibilitam resultado de mais volume.

Com o advento da internet e redes sociais, há hoje um marketing imenso sobre esta técnica, cabendo considerações sobre alguns quesitos que tem sido propagandeados. Por exemplo, não é verdade dizer que na FUE não há cicatriz. Há sim, micro cicatrizes bem discretas e na maioria dos casos imperceptíveis, porém, quando a técnica é mal indicada ou mal realizada podem se criar cicatrizes aparentes. A cicatriz resultante da técnica convencional por vezes é supervalorizada, mas vale ressaltar que quando bem indicada e bem conduzida, principalmente utilizando-se técnica de fechamento sem tensão e por sutura tricofítica, a cicatriz obtida pode ser imperceptível mesmo com os cabelos raspados a 2mm de comprimento. Também não se pode afirmar que na atualidade a FUE substituirá a cirurgia convencional, pois esta última já atingiu um nível de excelência tanto pelos resultados quanto pela quantidade de folículos implantados em gigasessões, por vezes superando 4 mil unidades foliculares.

Na média, implantamos cerca de 3000 unidades foliculares em cada cirurgia de FUE, o que geralmente dá para cobrir uma área de 60cm2 com densidade cosmética. Por conta disto, para casos de alopecias extensas há a necessidade de um número maior de procedimentos o que impacta em custo financeiro maior.

Originalmente, a técnica FUE utilizava exclusivamente punches manuais, o que resultava em um procedimento ainda mais tedioso, prolongado e com altas taxas de transecção folicular.

A FUE surgiu na contramão do que se vinha buscando nos últimos anos com a técnica convencional, que eram procedimentos com grandes quantidades de folículos, culminando com as gigasessões. Este fato fez com que a FUE fosse deixada de lado por muito tempo pela maioria dos cirurgiões de restauração capilar.

Recentemente, devido ao maior refinamento da técnica e com o advento de aparelhos motorizados de FUE como o SAFE system, a velocidade e eficiência da técnica melhoraram e o procedimento ganhou novo impulso . Gradativamente mais cirurgiões vêm se dedicando à ela e esta tendência vem resultando numa demanda crescente dos pacientes por este procedimento.
Atualmente 30% dos pacientes operados em nossa clínica realizam está técnica

Técnica

A área doadora principal é mesma da área convencional. Também podemos utilizar as regiões à frente das orelhas e região baixa da nuca. Estas duas áreas não são passiveis de uso pela técnica convencional já que cortes nestas áreas podem culminar em cicatrizes largas. A área doadora para FUE é portanto mais ampla do que a usada na técnica convencional. Geralmente posicionamos o paciente em decúbito ventral para acesso a área occipital e em decúbito lateral quando se abordam as regiões laterais. O preparo da área doadora requer que os cabelos sejam obrigatoriamente raspados e deixados com 1 a 2 mm de comprimento. Isto permite que se consiga “canular” a haste pilosa com a abertura do punch, tentando seguir ao máximo a inclinação e direção da haste pilosa. Os cabelos podem ser raspados em toda a extensão da área doadora em cirurgias maiores, ou em camadas de 5mm, deixando cabelos compridos entre elas, para melhor camuflagem no pós operatório.


Foto: Preparo em camadas da área doadora. À direita camuflagem após penteado

Após o preparo, realiza-se como na técnica convencional o bloqueio anestésico local. Como o procedimento é prolongado, geralmente o realizamos sob sedação para maior conforto. Um médico anestesia encontra-se presente durante todo o ato cirúrgico.

 

Técnica motorizada

A maioria dos aparelhos de FUE motorizados consiste em um dispositivo rotatório no qual se acopla um punch na extremidade. Para a extração, utilizamos aparelhos motorizados com micro punches em geral de 0,75 a 1 mm de diâmetro. Não utilizamos punches maiores que 1 mm pela possibilidade de deixar cicatrizes visíveis. A escolha do tamanho do punch vai depender do tamanho e da configuração média dos folículos do paciente. Unidades foliculares com configuração bem próximas umas das outras permitem uso de punches menores. Em nossa equipe 2 cirurgiões trabalham simultaneamente para a coleta das unidades foliculares operando dois aparelhos independentemente no campo cirúrgico, o que acelera a extração de UF. Nossa taxas de extração atual gira em torno de 550 unidades foliculares/hora.


Foto: Punch motorizado modelo SAFE System

As incisões devem ser aleatórias e randomizadas. Devemos evitar remover com padrões fixos ou lineares, os quais podem levar a cicatrizes visíveis. Também evitamos remover em excesso apenas algumas regiões em detrimento de outras, o que pode gerar padrões de rarefação inestéticos na área doadora. O ideal é desbastar e coletar as unidades foliculares de forma homogênea por toda a área.

Fazemos a liberação da unidade folicular dos tecidos adjacentes com o uso de duas pinças delicadas através de um movimento de tração suave, para evitar dano às mesmas.


Foto: Na foto da esquerda observa-se a manobra delicada com duas pinças que tracionam a unidade folicular . Na foto da direita a unidade folicular é submetida a um leve movimento de extração simultâneo a um movimento rotatório que auxilia na liberação da unidade folicular.

Uma das dificuldades que tornam a FUE um procedimento mais trabalhoso é o fato de que há muita variação na direção, curvatura e arranjo dos folículos, o que torna a extração mais difícil. Na maioria das vezes a direção e inclinação da haste folicular que se observa por fora da pele, não correspondem a sua direção e inclinação no subcutâneo.

Pós Operatório

A recuperação pós operatória na FUE é mais rápida do que o da cirurgia convencional. A maioria dos pacientes não requer uso de analgésicos e está liberado para atividades físicas no período de 1 semana após o procedimento. No dia seguinte ao procedimento, o paciente retorna a clinica para aprender os cuidados na lavagem dos cabelos nos primeiros dias. Esta lavagem deve ser diária nos primeiros 15 dias com uso de um xampu antisséptico . A área doadora deve ser esfregada com pressão suave e a na área receptora não deve haver pressão alguma, deixando apenas a espuma do xampu agir por alguns minutos. Deve-se evitar ducha com pressão forte nos primeiros 7 dias após o procedimento e evitar água quente. Aplicação de cremes antibióticos ou vaselina líquida é indicada na área receptora para que as crostas se soltem mais rapidamente, o que em geral ocorre de 5 a 7 dias. As crostas geralmente se desprendem em 7-10 dias na área doadora e o local já está apresentável neste prazo.

Pós-operatório imediato – 24h

 

Pós-operatório – 5 dias depois da cirurgia

Resultados

A evolução é similar em todas as técnicas de transplante capilar. Geralmente as crosticulas que fixam os fios caem em 5 a 7 dias e fios crescem um pouco. A aparência já esta bem apresentável socialmente apos 5 dias. Após isto, os folículos transplantados cairão de 15 a 30 dias após a cirurgia, voltando a nascer após 3 meses. Como os cabelos crescem em média 1 cm/mês, atingimos o resultado final da cirurgia em 6 meses a 1 ano após a realização da mesma.

Contra – Indicações

● Pacientes com pêlos muito encurvados: Nestes casos sugere-se fazer um pequeno transplante de teste com retirada de algumas unidades para avaliar a taxa de transecção. Caso ocorram taxas altas de transecção, deve-se considerar a realização de transplante pela técnica convencional.

● Remoção de pêlos em áreas de cicatrizes: devido à fibrose ao redor dos folículos, formam-se aderências que mudam a angulação dos mesmos tornando a remoção mais difícil com altas taxas de transecção folicular.


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